O Marçal Barbosa

Na cidade de Governador Valadares, aos 12 de setembro de 1952, nasceu o segundo filho de nove irmãos, José Maria Marçal Barbosa, fruto de uma família humilde de origem rural. Seus pais, Osmar Marçal Barbosa e Maria Isidora Barbosa, migraram em 1958 para a capital, Brasília, em busca de trabalho e melhor qualidade de vida, onde viveu proporcionaram ao mineirinho a primeira infância.

Iniciou a vida acadêmica na escola de Vila Planalto em Brasília, até a quarta série e admissão ao ginásio. Aos 50 anos de idade ingressou no curso de Direito na Universidade do Vale do Paraíba – UNIVAP. Cursou Radialismo - Locução, na Escola SENAI “Santos Dumont” em São José dos Campos.

“Caminhando contra o vento sem lenço e sem documento e vou!”


Trabalho

Na sua adolescência, aos 14 anos de idade, migrou para a grande São Paulo na busca de sonhos maiores. Trabalhou como ambulante, camelô e office-boy, ofício através do qual teve a oportunidade de aprender a profissão de Despachante Policial, gerando assim seu primeiro escritório, localizado à Rua Conselho Nébias, 508 - São Paulo.


Família

Pai de sete filhos naturais – Humberto, Osmar Luiz, Kelly Christina, Glaicy Maria, Alekson e Matheus José – e três filhos adotivos – Luciana, Marcelo e Abel – filhos de sua esposa Maria Marçal.


Experiência Política Partidária

Na década de 80, logo que chegou a São José dos Campos, teve a sua primeira participação política, filiando-se ao PMDB. O interesse em integrar o grupo de filiados de um partido vem do entendimento de que a participação política é o mais eficiente instrumento de que dispõe o cidadão para cobrar, de seus representantes, uma ação efetiva em defesa dos interesses comunitários.

Na ditadura, participou das Diretas Já organizando grupos de militantes rumo a Brasília. Em 1982 venceu a convenção da campanha eleitoral do partido com o tema “Vereador do Pé no Chão”, foi candidato a vereador obtendo cerca de 1.100 votos.


Estratégia

Recém-chegado na cidade idealizou o “Sistema de Atendimento Itinerante”: com um veiculo utilitário, a famosa Kombi, deslocava-se até a comunidade, preparava formulários, tirava fotografia e transportava as pessoas até a delegacia do Jardim Satélite (mais conhecida como “Cadeião” na época) para tirar a Carteira de Identidade e Atestados de Antecedentes. Vale lembrar que nessa data o atendimento na Delegacia ocorria das 12 às 16 horas.
Comunidade beneficiada rural: São Francisco Xavier, Galo Branco, Bairro dos Freitas, Buquirinha, Bairro da Olaria, Taquarí, e outros.

Já nos anos 90, instalou seu mais novo empreendimento, a Banca de Jornal e Revista Jorevili, ao lado da Delegacia Seccional do Jardim Satélite, onde dava orientação jurídica a toda à comunidade a respeito do preenchimento de guias, requerimento para Atestado de Antecedente Criminal e Carteira de Identidade, além de orientar proprietário de veículos a respeito de direitos que não eram divulgados pelo monopólio de despachantes que atuava na cidade. Como exemplo pode-se citar o direito de realizar transferência e licenciamento de seu automóvel, esta ação proporcionava grande economia em honorários cobrados por despachantes. Com a ajuda de uma solução de gerenciamento de negócios que integra dados, processos e aplicações distintas, o governo estadual implantou o Poupatempo, com o qual foi reduziu ao cidadão o tempo para obter seus principais documentos.


Trabalho Social

No Grupo liderado por Dr. Mário Ottoboni e Dr. Silvio Marques Junior teve sua primeira experiência do trabalho social e voluntário atuando como diretor de plantão na APAC.

Nesta mesma época, Marçal Barbosa organizou e liderou o grupo de jornaleiros da cidade fundando, com eles, o Sindicato dos Jornaleiros de São José dos Campos e região do Vale do Paraíba. Atuou na primeira gestão como presidente onde defendeu a Lei que permite aos permissionários da Banca de Jornal e Revista exercer atividade da conveniência como fotocópias, serviços de datilografia, preenchimento de guias e outros. Este projeto, além de contribuir com a melhora da renda dos jornaleiros, põe fim ao monopólio de exploração da atividade das Bancas de Jornal e Revista que havia na cidade.

Em 1993, participou do grupo de fundadores da Vila dos Idosos, sendo presidente constituinte e, na primeira gestão, secretário geral. A VAPI, uma das primeiras entidades preocupada com a “melhor idade”, contribuiu na elaboração do Estatuto do Idoso.

Em 1995, convidado participar do grupo de fundação do Sindicato dos Condutores Autônomos de Veículos Utilitários de Passageiros, atuou então como presidente constituinte do sindicato dos permissionários do transporte alternativo de São José.

No final da década de 90, percebendo a ascensão da mulher cada vez mais forte no mercado de trabalho, fundou junto com sua esposa, Maria Marçal, e a senhora Maria Félix, ou Vó Maria Félix, como era conhecida, a Associação de Apoio e Assistência à Mulher - AAMU, contando ainda com o apoio da comunidade do Bairro Campo dos Alemães e Dom Pedro. Já em 2001, foi implantado o programa CECOI na região, e, em parceria com a Secretaria da Educação de São José dos Campos, nasce a primeira Creche Comunitária, cujo principal objetivo era apoiar as mães trabalhadoras fora do lar, que não contava com um lugar seguro para educar seus filhos.

Foi neste cenário que Marçal Barbosa ficou conhecido por toda a nossa cidade, relacionando-se com causas trabalhistas, sociais e educacionais. O próximo desafio nessa história de vida é alcançar os votos necessários para fazer parte do Legislativo de nossa cidade e, assim, servir a população e seus interesses comunitários.